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Por uma relação mais verdadeira no espetáculo do futebol
10 de May de 2012 – 14:04 | 4 Comentários

Nada contra o merchandising, longe disso. Mas acho que a Brahma poderia explorar de maneira muito menos grotesca do que essa. Estampar a logomarca na bandeira estendida pela torcida de forma a chamar mais à …

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As Mulheres Brasileiras e as Mudanças Climáticas

Submitted by Diogo on 27 de November de 2009 – 08:14No Comment
As Mulheres Brasileiras e as Mudanças Climáticas

No dia 18 de novembro, foi lançado em Brasília o Relatório sobre a Situação da População Mundial 2009 – Enfrentando um mundo em transição; mulheres, população e clima. A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM) esteve presente como convidada para comentar o relatório. Na sua fala, a representante da SPM, Hildete Pereira de Melo, ressaltou a importância de este relatório incorporar olhar de gênero, trazendo à tona a questão feminina na discussão sobre as mudanças climáticas, até hoje esquecida na agenda global sobre o tema.

Vale destacar, que somente em dezembro de 2008, a Secretaria da Convenção – Quadro das Nações Unidas sobre Mudança de Clima (CQNUMC) reconheceu a dimensão de gênero da mudança de clima e que seus impactos afetarão mulheres e homens de modos diferentes. São as mulheres que arcam com o maior ônus, porque elas são pobres e as mudanças climáticas comprometem os meios de subsistência colocando em perigo a vida da população, indicando a necessidade de uma atenção especial para compensar as desigualdades que elas enfrentam.

O relatório coloca em foco outra questão importante para as mulheres ao relacionar a mudança climática com o crescimento populacional. Este não é para o Brasil mais um problema. A população brasileira aumentou quase dez vezes ao longo do século XX, mas nas últimas décadas esta a trajetória ascendente da taxa de crescimento de sua população vem mudando rapidamente. A taxa de mortalidade vem caindo desde 1940 e possibilitou um ganho de 35 anos na expectativa de vida da população brasileira, enquanto a fecundidade (número médio de filhos/as de uma mulher) só começa a declinar a partir dos anos 1960 de forma rápida e violenta.

A taxa média de fecundidade tem um papel decisivo na diminuição do crescimento populacional. Esta cresceu de 1940 a 1960 com 6,3 filhos por mulher, a partir de então se inicia um processo de declínio: em 1970 esta taxa foi de 5,8 filhos por mulher, em 1980 caiu para 4,4 filho por mulher, em 2004 foi de 2,1 filho por mulher, em 2007 passou para 1,95 filho por mulher e em 2008 alcançou 1,89 filho por mulher. Esta redução expressa uma profunda mudança no comportamento feminino, com separação da sexualidade da reprodução. A elevação da escolaridade e o acesso ao mercado de trabalho também afastaram as mulheres das funções reprodutivas. O Brasil envelhece e, aparentemente, no que diz respeito ao crescimento da população já estamos contribuindo para reverter o desastre climático que se anuncia.

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